Vania Rodrigues
Preciosas amenidades da vidaArquivo para Maio, 2008
Falando fino!!!
Dia desses, assistindo a uma reportagem sobre como se exercitar os musculos da face, aprendi que rir ainda é a melhor solucão para o coracão, pulmão e para se evitar as rugas. Então vou contribuir um pouco para que voces exercitem o bucinador.
Lembrei-me de uma estoria que se passou comigo, e como é verdadeira deve ser historia mesmo. Estava eu no ultimo ano do curso de odontologia, pagando a Disciplina de Clinica Integrada 1, toda aplicada. Recebi um paciente: um negão – e aqui não se trata de preconceito – porque ele era de cor preta, e bem grandão (quase um armário), simpático e bonito. Fiz meu check-list : espelho,pinca, explorador, seringa carpule, brocas, tudo ok. Revi a ficha clinica do paciente, escolhi um molar inferior para comecar, saquei a seringa, (e naquela época usavamos a agulha longa para fazer um bloqueio mandibular), palpei o ramo da mandibula – como manda o figurino – e com cuidado injetei o anestesico. Para distrair o paciente durante a espera do efeito anestesico, começo uma conversa. Porém, quando o paciente armarioso vai responder, sua voz sai fininha. Assim… meio em falsete!
Gente! Entrei em pânico por dentro, acalmei o paciente e fui quase voando pedir ajuda dos meus professores, Dr Glaucio e Dr. Tasso. Ao terminar o relato, os dois sairam correndo para dentro da sala dos professores, me deixando com cara de exclamacão. Corri atras deles, quando vi os dois estavam roxos de tanto rir daquela situacão. Disseram: voce deixou aquele homão falando fino?! É demais! E…
quiquiqui,kakaka! quiquiqui,kakaka!
Nesta altura, ja me via processada em algum tribunal por ai… foi então que eles me asseguraram que o infortúnio era de efeito passageiro. O que eu tinha feito foi uma anestesia tão profunda que chegara as cordas vocais do pobre paciente. Bom, o paciente foi muito compreensivo e voltou a falar grosso. E eu, aprendi a fazer um bloqueio mandibular muito bem, mas por via das duvidas ó: uso a agulha curta. Deu para relaxar o bucinador?!
SOLAVANKA
São três pessoas distintas, cada uma com seu jeito especial e curioso, ou cada uma curiosa pela vida . Três pessoas bem parecidas na essência, três netas de Petronila, aquela mulher transformada em guerra pela vida e que se avizinhou ao proprio Lampião lá nos interiores de Aracajú. Daí, se deduz que a vida legou as três distintas também muita garra e muita opinião perante as querelas.
Foram as três: duas irmãs de sangue, e a outra uma prima-irmã, trasnformadas de crianças curiosas em mulheres espertas e batalhadoras. Sabem adotar pessoas em seus coracões, mas também rejeitam a manha e a astucia dos que não gostam de viver, e querem só a elas entristecer. Sol e Van, até tomaram banho de anil para clarear a pele, quando nos seus 6 e 4 anos, organizavam astúcias escondidas de vovó Petrô. (Daí veio a técnica de clareamento da pele, usada por Michael Jakson.)
Mais adiante, nasce Ka. Devo explicar que apesar de parecidas como já citei acima, são muito diferentes: Sola, a mais antiga das três, tem a alma de eterna criança, de risada e humor contagiante, adora contar estórias, se meter em confusões (do bem), e dançar como ninguém. Ka, a mais moderna no posto desta Confraria, é a mais sensata, a que se enche de autoridade para ralhar com as outras, que são as vezes um pouco inconseqüentes. Costumo pensar que ela é o suporte da balança, a que inspira oracões pela saúde fragil, e cuidados das outras irmãs. A do meio é Van, pessoa entusiamada pela vida em todas as formas que Deus criou, e que não pode existir sem amigos, ou sem as palavras, que as vezes brotam em forma e hora errada. A que trabalha cantando e falando, para desintediar seus pacientes.
Por serem tão diferentes, se completam em uma só pessoa: SOLAVANKA. Caminham juntas, rindo ou chorando, sempre se apoiando, as vezes brigando, e também dançando juntas. Criaram ate um drink, mas devido a essas famosas diferenças ficou um verdadeiro horror. Elas tem que viver assim; juntas e separadas.
Esta é uma apologia da amizade, que vem de uma mesma fé e raiz, que resiste as diferenças e se fortalece a cada tristeza ou batalha. Uma amizade de café e sapatoterapia (asunto para outro capitulo), de mães ensinando filhas e filhos, rindo delas mesmas e superando as diferencas num sentimento de grande amor. Beijos a todas as SOLAVANKAS e a todos os que se importam em dividir o amor!
A mosca,a sombrinha e um ex parabrisas.

Meu marido é louco por carros,motos e tudo o que engloba rodas e motores. A primeira vez que o fiz emudecer de espanto, foi quando sai no seu carro sem avisa-lo e bati em uma árvore. Quando me perguntou o que tinha ocorrido, só fiz lhe entregar meu contra-cheques: “manda arrumar que eu pago”. Só consegui contar a história semanas depois. Até hoje, é um folclore familiar, a cara de espanto dele, claro.
Final de tarde dessas, venho eu dirigindo quando vejo uma mosca no parabrisas, abri as janelas e ela insistiu em permanecer na dela, bem na minha frente. Então, peguei rapidamente um pacote recém comprado e pimba na danada, e “Oh my, que foi que eu fiz?” Quebrei o parabrisas! Esqueci que tinha comprado uma sombrinha, e que era esta que estava dentro do pacote. Cheguei em casa desconfiada e calada(coisa rara), me confessei com Ana Paula, minha filha e pedi segredo; não ia contar os detalhes ao pobre dono do carro. Mas porque fui ensinar tanta moral e bons costumes aos meus filhos, ela me disse: “Mãe você me envergonha, tem que contar”. O primeiro filho foi logo perguntando: ”o que foi isso?” E eu: “nadinha”. Claro que ele sai com esta pérola: “só pode ter sido uma besteira das grandes”.
Conclusão: pressionada, chamei logo por Wilson (grande alma), e contei já assim, esperando o carão. O pobre ficou novamente mudo, e eu sei que de tristeza. Gracas a Deus pelo seguro. E a pobre da mosca, vocês simpatizantes do inseto devem querer saber: MORREU! SOU ÓTIMA PARA EXTERMINÁ-LAS. Mas o pior é que depois de aguentar muita onda dos meus irmãos e sobrinhos, descubro que meu irmão Paulo, já tinha feito o mesmo e sem sombrinha, só com a mão, e nem contou a NINGUÉM. Esses homens!!
O Corrugador
Antes que fiquem ai imaginando besteiras vou esclarecer que danado é o Corrugador. Nada mais é do que a grande alegria dos fabricantes de Botox. Trata-se do musculo localizado entre as sobrancelhas e responsavel pela ruga de preocupacão que teima em denunciar uma noite mal dormida. E que tem isso com o dia das mães?
Bom, hj ao acordar minha filha olhou-me e viu logo o danado em grande atividade. Meu marido disse: isso é que dar passar a noite acordada. E por que, Vânia, vc passa a noite acordada? Resposta :porque fui mãe e aprendi a dormir quase acordada para vigiar o sono dos filhos.
Bom eles cresceram e agora tenho filhos, sobrinhos de sangue e de afeto que me deixam acordada para orar. Lizia que vai casar, Mari que ainda não vai. Carol Bebe cuja mãe se foi e nos deixou esta linda para amarmos, Teresa – minha jornalista predileta. Saroque minha sobrinha belissima, minha lindinha Isabela la na Alemanha, Louise, Jota e Flavio… Ana Paula(para casar de Macaiba pra ca). Raniere, Davi e Debora Buarque. Todas as sobrinhasa de Wilson e tb por Gil nos seu vôos. Me sinto um pouco mãe de todos e aqui não citei nem a metade.Fora minhas amigas de trabalho e suas filhas e filhos e a Confraria dos Sapatos.
Gente, não da pra dormir muito.Mas tb tem o correr do dia e suas alegrias. Hj mesmo me senti de volta aos bancos da Faculdade quando fui votar no conselho e era tanta gente me chamando,que quase esqueci de votar, se não fosse o professor me chamando pra parar a boca….. um onda. E ai, o corrugador alivia e me volta toda a energia para exercer esse grande privilegio que Deus me deu, de ser mãe e ter orgulho dos meus filhos e todos esses sobrinhos maravilhosos que me deixam participar de suas vidas. E o bom é no fim do dia, receber pelo correio (ainda existe,viu?) mimos de um tio de Belem do Para pelo dia das mães! SAI PRA LA CORRUGADOR!! Feliz dia das mães!
