Vania Rodrigues

Preciosas amenidades da vida

Arquivo para Outubro, 2009

LOST IN BUZIOS CITY!

Sempre ensinei a meus filhos e sobrinhos queridos que a África fica bem ali pertinho de nós, principalmente lá de Búzios. Pois para confirmar meu ensinamentos a África veio ate Búzios estes dias.DSCN0621

Não estou brincando, na semana passada um pequeno navio pesqueiro veio encalhar quase em frente lá de casa na praia, uma grande agitacao para estas paragens. A bordo do pesqueiro estavam 6 tripulantes, um evadiu-se e cinco estao presos pela polícia aguardando a deportação. Mas o que nao gostamos foi a grande afluência de pessoas para ver o tal navio.

Antes que vocês aí nos julguem egoístas de novidades, vou logo dizendo que fui lá fazer entrevistas com nossos nativos tupiniquins. Sim, porque o comportamento da população local era coisa de índio mesmo, uma mundiça, como diria Chaves. A tal embarcação, esta em estado lastimável, cheia de ferrugem, caindo mesmo aos pedaços, por isso não se sabe quanto tempo ficará lá encalhada até que se possa restaurar suas condições para navegação.

No primeiro dia em que lá estivemos, estava a bordo um oficial marinheiro chamado Bezerra (coincidência), e os tripulantes que tiravam água do casco com uma bomba. Da segunda vez, (passo ali porque tenho que caminhar, claro), não havia autoridade ou guarda, entao se tornou circo, ou melhor picadeiro, era um subindo pelas cordas, outro feito um grande orangotango lá do convés batendo nos peitos e gritando, gente empurrando menino acima, uma heresia. Mas o pior, foi que surrupiaram os fogos de sinalização e a noite haja rojão cruzando os céus. Eita povinho.

E ainda digo mais, se não bastasse tinhamos que caminhar driblando os paparazzi ali a postos que de bobeira poderiam nos fotografar em trajes de banho e acontecer como uma colega dentista aqui de Natal que foi ilustrar uma reportagem de uma conhecida revista masculina, inadvertidamente, quando tomava banho de mar em Ponta Negra. Pelo menos ela foi bem indenizada.

Mas, comportamento aborigene a parte, fui lá in loco perguntar tudo o que lhes passei de informação, sobre a quantidade de tripulantes e destino da tripulação, numa verdadeira tia de Lizia Raquel, a reporter. Me senti a tal. Tudo isso acompanhada de uma sobrinha neta Malu e minha fiel escudeira-filha. Depois ainda não bastando, três cachorros loucos nos deram uma carreira, imagina eramos três, e eles também, ainda bem que tinha um ANJO DO SENHOR, que cuida das curiosas. Em tempo, o barco veio de Angola, bem ali pertinho.

Devo dizer em benefício da população local, que os brasileiros são realmente nota dez.  Acolheram muito bem os naufragos famintos, alimentando e dando guarida ate que a PF os recolhessem. Muito bom ser Lost em Búzios.

PAIS APERREADOS

         So porque o dito cujo pediu pra nao me contarem, ai vai a historia de meu amigo Cleber, cujo sobrenome nao vou contar. Mas a historia se passou dia desses quando ao chegar a escola em que sua filha estuda, perguntou ao porteiro onde ela se encontrava, o mesmo respondeu que ela nao estava na escola, – como podem deixar uma pobre menina de 16 anos sair assim da escola sem cuidado, chamem a coordenadora! esbraveja pra ca, procura pra la e nada. Depois de algum tempo, a coordenadora resolve insistir com ele para que se comunique com a filha no celular. Tudo bem, feita a ligacao a filha diz PAINHO TO EM CASA, como em casa filha desatenciosa. Mas painho foi voce mesmo que me disse que nao fosse a aula pois nao poderia me pegar. Sorriso amarelo, mil desculpas e a gozacao se faz ate hje, sory amigo.

         Falando em micos, acompanhando meu filho ao hospital, vi que em primeiro lugar Natal nao e uma cidade propria para se caminhar de salto alto, fico imaginando que se ocorresse comigo um assalto como foi de fato com minhas amigas enfermeiras que trabalhavam num posto avancado de vacinacao localizado em uma farmacia do bairro em que trabalhamos, e eu tivesse que correr ladeira abaixo de salto alto e fugindo das balas, sei nao, ou torcia o tornozelo no buraco ou tinha que largar as sandalias pra tras. Pense ai na deselegancia da situacao. Ve se melhora o calcamento dona prefeita.

        Ainda na sala de espera do tal hospital, sala lotada de mulheres elegantes, poucos exemplares masculinos, eis que um acompanhante nos brinda com tal conversa aos berros em seu celular – To aqui na sala de espera da medica, minha mulher tirou uns sete quilos de bucho, limpou as banhas. Pera la, todo mundo disfarcando pra nao rir, Flavio meu filho vermelho, eu nao disfarcei soltei logo a gargalhada, no que fui seguida pelos outros ocupantes de elegante recinto. Tive vontade de repetir pra criatura deselegante o que ouvimos  ao embarcar em onibus interestadual Nova York-Boston – se vcs forem atender ao telefone, lembrem-se que sua conversa so interessa a voce, se for ouvir musica so interessa a voce. Resumo da opera, nao incomode aos seus vizinhos. Take anote.