Vania Rodrigues
Preciosas amenidades da vidaArquivo para Mulher Centopéia
MULHER CENTOPÉIA

Tem uma expressão que uso muito é Fazer Sapatoterapia. Não se assustem, não fui eu (infelizmente ) quem inventou a expressão, mas incorporei aos passeios semanais que faço com minha filha, ou minha irmã, ou prima, ou mamãe, ou amigas, enfim com quem puder e quiser me acompanhar pelo menos na sexta à tarde, quando estou de folga do trabalho. É uma terapia dificil de ser seguida por meu marido, já meu cunhado Elcy ou meu amigo Kleber adoram e pacientemente acompanham suas mulheres, filhas, cunhadas ou irmãs.
Não se trata propriamente de comprar sapatos, mas de vê-los, prová-los, comparar preços e seu conforto. Se você tiver dinheiro, não faz mal algum em levar pelo menos um parzinho para casa. Não entro em uma loja que tenha um bonito que não queira provar, faz um bem…. E lançameto de colecão? Adoro quando me convidam e fico lá toda paparicada, com direito a champagne e divertimentos de boca, une-se o agradável ao maravilhoso.
Tive notícia de minha tia Didi e tia Detinha, que aos 2 anos de idade, minha mãe pediu a elas que me comprassem um par de sandálias X, previamente escolhido por ela e já com o dinheiro separado para a compra, me levaram ao Meier, bairro carioca. Lá chegando, tentaram provar a dita sandália, mas eu já tinha o vírus de Centopéia, e eu não deixava entrar no pé de jeito nenhum, entortava o pé de um lado para outro pois ja havia me apaixonado por outro par de sandálias obviamente mais bonito e também mais caro. Então minhas queridas tias, maravilhosas, pagaram a diferenca e levaram a sandália por mim escolhida.
Quase todas as mulheres que conheço, tem esta síndrome de Centopéia, aquela lagarta com cem pés, pois nunca tem sapatos ou sandálias (altinhas, altonas, rasteiras, tênis, etc) suficientes. Esta sexta-feira, minha mãe esta completando 71 anos e claro que comprei, juntamente com minha filha, um par de sandálias peep toe. Foi com ela, que aprendemos a amar sapatoterapia. Acho que todas nós e também os homens (por que não), deveriam fazer uso desta terapia, e para complementá-la, um cafézinho vai bem.